AUTO CURIOSO
Às vésperas de um novo capítulo com a chegada da Ram Dakota, revisitamos o símbolo que carrega, em silêncio, a força e a coragem da marca
Com a expectativa crescente em torno do lançamento da nova Ram Dakota, previsto para março, a Ram volta a ocupar os holofotes do universo das picapes. Nesse clima de novidade, a editoria Auto Curioso, da ABRAJEEP Press, convida o leitor a ir além dos motores, medidas e tecnologias para observar um detalhe que atravessa gerações: o carneiro, símbolo que acompanha a marca e traduz, em forma e atitude, sua identidade.
À primeira vista, o emblema da Ram impõe respeito. A cabeça do carneiro, com chifres largos e olhar decidido, parece pronta para o impacto. Mas o símbolo vai além do design marcante. Ele carrega história, estratégia e uma conexão direta com o espírito das picapes.
Força que vem da natureza
Na natureza, o carneiro-montanhês é conhecido por sua resistência. Habita regiões de relevo extremo, enfrenta terrenos hostis e segue em frente mesmo diante de obstáculos. Não por acaso, tornou-se um ícone ideal para representar veículos projetados para o trabalho pesado, o fora de estrada e os desafios extremos — exatamente o território das picapes Ram.

O Bighorn Sheep, carneiro montanhês que é reconhecido por sua resistência
Coragem e atitude de liderança
O comportamento do carneiro também fala alto. Ao encarar desafios de frente, ele simboliza coragem, iniciativa e liderança. Uma imagem que dialoga com a proposta da Ram de oferecer picapes que não apenas acompanham o ritmo, mas se destacam em potência, capacidade e presença nas estradas.
Uma herança que vem da Dodge
O carneiro como símbolo automotivo surgiu muito antes de a Ram se tornar uma marca independente. Nas primeiras décadas do século XX, a Dodge já utilizava o animal como mascote e ornamento de capô, associado à robustez e à confiabilidade. Esse legado evoluiu ao longo do tempo até ganhar protagonismo definitivo em 2010, quando a Ram passou a assinar exclusivamente suas picapes.

Símbolo na Dodge Ram
A origem do logotipo
O primeiro carneiro surgiu em 1920, quando a Dodge Brothers Company convidou o escultor americano Avard Tennyson Fairbanks para criar um ornamento de capô que representasse força e personalidade.
Com o passar das décadas, o ornamento deixou de ser apenas um detalhe estético e se consolidou como um ícone. Hoje, o carneiro é um símbolo reconhecido mundialmente no universo das picapes e parte essencial da identidade da Ram.
Curiosidade | Conta a lenda…
Embora a aprovação do carneiro como símbolo da Dodge esteja ligada, historicamente, à coerência estética e simbólica do trabalho do escultor Fairbanks, uma história curiosa atravessou décadas no imaginário automotivo.
Segundo a tradição oral da indústria, Walter Chrysler teria sido convencido após um trocadilho com o próprio nome da marca: ao imaginar um carneiro vindo em sua direção em uma trilha estreita, a reação natural seria “Dodge”.
Verdade ou não, a anedota ajudou a eternizar o carneiro como um símbolo de força, respeito e imponência.

Design que comunica propósito
O atual emblema da Ram não é agressivo por acaso. Ele foi desenhado para comunicar valores como força mecânica, durabilidade estrutural e confiança. Em um segmento onde imagem e identidade têm peso, o carneiro tornou-se um selo visual de desempenho e atitude.
Curiosidade que vira identidade
Mais do que um logotipo, o carneiro sintetiza o DNA da marca. Ele conecta passado e presente, natureza e engenharia, tradição e inovação. Um símbolo construído ao longo do tempo para representar quem encara o caminho sem desviar.

Em essência, o carneiro traduz tudo o que a Ram deseja comunicar: o poder inigualável com força sem concessões, coragem, independência e capacidade para enfrentar qualquer desafio — atributos que definem suas picapes e que, em algumas campanhas, ganharam até nome próprio com um mascote chamado Ramiro.
Auto Curioso
Apesar do apelido popular de “bodona”, o animal do logotipo não é um bode, mas um carneiro-montanhês, conhecido por ser um “mestre da trilha”.
Porque, no universo automotivo, até os símbolos têm potência — e algumas histórias começam muito antes da primeira aceleração.

Embaixador da Ram no Brasil, o ator Renato Góes participa de ação da marca durante jogo da NFL, ao lado de Ramiro, mascote oficial
DO CAPÔ AO EMBLEMA: A HISTÓRIA DO CARNEIRO DA RAM
Mais do que um logotipo, um símbolo que atravessa décadas
1932 | O início no capô
O escultor Avard Fairbanks cria o primeiro ornamento do carneiro para caminhonetes Dodge. O animal foi escolhido para representar força, segurança e controle. O ornamento permaneceu nos capôs até 1953.
1981 | Identidade resgatada
Após quase 30 anos, o carneiro retorna como símbolo da primeira geração da Dodge Ram, lançada em 1981, reforçando a identidade da linha de picapes.
1994 | Logotipo oficial
A cabeça do carneiro passa a ser adotada como logotipo bidimensional oficial, deixando de ser apenas um ornamento físico para se tornar identidade visual.
2009 | Marca independente
A linha de picapes se separa da Dodge e nasce a Ram como marca independente. O carneiro torna-se símbolo exclusivo da Ram Trucks.
Hoje | Potência global
Parte do grupo Stellantis, a Ram utiliza uma versão moderna e metálica do carneiro, que simboliza coragem, resistência e liderança no universo das picapes.


