No dia 21 de maio, a Stellantis apresentou a STLA One, nova arquitetura global modular desenvolvida para acelerar a próxima geração de veículos da companhia. A plataforma foi criada para suportar diferentes sistemas de propulsão, ampliar eficiência industrial e reduzir a complexidade no desenvolvimento de novos modelos, consolidando uma das principais bases tecnológicas da estratégia global “FaSTLAne 2030”.
Plataforma global e foco em eficiência
Segundo a companhia, a STLA One foi projetada para atender veículos dos segmentos B, C e D e nasce preparada para diferentes tipos de energia, incluindo modelos híbridos, elétricos e motores a combustão de alta eficiência. A proposta é combinar flexibilidade, ganho de escala e redução de custos em uma única arquitetura global.
“A STLA One é um exemplo claro de uma estratégia verdadeiramente modular, que nos oferece a flexibilidade de uma plataforma multienergia sem herdar ineficiências entre diferentes sistemas de propulsão”, afirmou Ned Curic, Diretor de Engenharia e Tecnologia.
A nova plataforma integra o movimento de simplificação industrial da Stellantis. Até 2030, a empresa pretende concentrar metade de sua produção mundial em apenas três plataformas globais, com reaproveitamento de até 70% dos componentes. A expectativa é reduzir tempo de desenvolvimento, fortalecer a cadeia de fornecedores e ampliar competitividade global.
Tecnologia conectada e inteligência embarcada
Outro destaque é a integração das tecnologias STLA Brain, STLA SmartCockpit e steer-by-wire, permitindo maior conectividade, atualização de software e personalização da experiência do cliente pelas diferentes marcas do grupo. O lançamento da STLA One está previsto para 2027.
A arquitetura também foi desenvolvida para acelerar a implementação de soluções ligadas à inteligência artificial, software embarcado e condução autônoma, áreas consideradas estratégicas pela companhia para os próximos anos.
Estratégia de eletrificação e baterias
A plataforma chega alinhada à estratégia de eletrificação da Stellantis, incluindo expansão do uso de baterias LFP (lítio-ferro-fosfato), soluções “cell-to-body” — que integram a bateria à estrutura do veículo — e compatibilidade com arquitetura de 800 volts, proporcionando recargas mais rápidas e maior eficiência energética.
Segundo a empresa, a estratégia busca reduzir custos, simplificar operações e ampliar a viabilidade econômica dos veículos eletrificados em escala global.
Base tecnológica para a próxima década
Com alcance global, a STLA One foi projetada para suportar mais de 30 modelos e ultrapassar a marca de 2 milhões de unidades produzidas até 2035, consolidando-se como uma das bases centrais da transformação tecnológica e industrial da Stellantis para a próxima década.


