A Stellantis está expandindo um projeto de digitalização industrial no Polo Automotivo de Goiana (PE), com o objetivo de aumentar a produtividade, a eficiência operacional e a previsibilidade dos processos. A iniciativa utiliza dados gerados pela infraestrutura já existente na fábrica para identificar padrões, antecipar falhas e reduzir paradas não planejadas, sem a necessidade de novos equipamentos ou grandes investimentos em infraestrutura.
Desenvolvido em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE), a startup americana HighByte e a Siemens, o projeto utiliza uma arquitetura integrada de dados baseada no conceito de Unified Namespace (UNS), combinando tecnologias como Internet Industrial das Coisas (IIoT), computação em nuvem e analytics avançado.
A primeira aplicação foi realizada na área de funilaria, conectando em tempo real dados de equipamentos, robôs e sistemas industriais a plataformas de análise. O resultado é uma visão integrada da operação, permitindo o monitoramento contínuo dos ativos e uma atuação mais rápida diante de possíveis falhas.

Linha de produção no Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE)
Entre os resultados obtidos está a prevenção de falhas em pelo menos 14 pinças de solda nos últimos seis meses, contribuindo para reduzir interrupções e aumentar a estabilidade da produção. Outro ganho está na integração das informações: processos que anteriormente levavam meses passaram a ser realizados em semanas, com dados mais estruturados e acessíveis às equipes especializadas.
“A inovação é um dos pilares da estratégia industrial da Stellantis na América do Sul, e o avanço deste projeto eleva o nível tecnológico de Goiana e cria bases sólidas para a manufatura do futuro”, afirma Glauber Fullana, vice-presidente sênior de Manufatura da Stellantis para a América do Sul.
Com os resultados positivos da fase piloto, a iniciativa avança para outras áreas da planta, com apoio do SENAI Pernambuco. A nova etapa deverá ampliar a aplicação da tecnologia e permitir a mensuração dos ganhos em maior escala, além de fortalecer a integração entre indústria, academia e formação profissional.
O projeto também cria bases para a utilização de recursos como inteligência artificial, gêmeos digitais e manutenção preditiva. Com uma arquitetura de dados padronizada, a Stellantis avalia ainda a possibilidade de levar a solução para outras unidades produtivas da América do Sul e de outras regiões, ampliando o alcance da transformação digital em sua operação industrial.


